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FESTIVAL SINFONIA DE CÃES VII
O Festival Sinfonia de Cães VII, que rolou lá no CICCAS, provou mais uma vez que o coletivo Sinfonia de Cães é um dos mais atuantes aqui de São Paulo.
Mas, a despeito da sua importância - não apenas para as bandas, mas também por ter feito um monte de atividades para a comunidade ali -, o festival, até onde sei, fora um ou outro blog ou site específico, não teve uma linha sequer na imprensa.
Mas acho que é porque o festival não teve apoio da Petrobras, nem de operadoras de telefonia e nem de fábrica de guaraná. É que essas indústrias ultimamente tem “apoiado festivais de bandas independentes”. Sim, claro, agora tem lance de Lei. Parece que precisa “investir” em cultura. “Dá bom retorno pra empresa”. “Soa bem nas mídias sociais”. Mazomêno isso.
Pois bem. O Sinfonia não teve apoio. Quem ajudou foi gente que freqüenta o coletivo. Gente que foi lá e fez atividade com crianças. Que ensina violão, que ensaia peça de teatro, que ensina dança, que vai lá e passa filmes e que dá pipoca e suco de graça pra molecada. E isso não dá matéria no jornal e nem nota na MTV.
E a gente já disse – e diz - pra todo mundo ouvir o quanto que pra nós foi importante trombar esses cães. Eles, desde sempre, deixaram claro que o que importa é acreditar no que vc faz. E foi sempre assim. Em todos os festivais que eles organizaram. E a gente tem um orgulho fudido de conhecer esses meliantes. Que estão sempre com a gente, em esquema bom e em roubada. Sempre. E isso, pra nós, é mais importante que nota em jornal ou de colunista “especialista na questão” que só freqüenta a si mesmo.
E é por isso que pra esses caras gente como a gente está fora. Ultrapassada. “Mas que porra? Essa banda ainda existe?”. Meio que cobrando da gente algo do tipo: “como assim? Como eles ousam a existir sem a gente?”. E o Sinfonia vai na mesma pegada. Existe por que tem de existir. E é assim que tem de ser, certo? Manja aquela idéia de que o que importa não é o caminho, o barato é curtir a viagem? Então...
Feito esse prólogo, o festival foi assim:
Chegamos atrasados. Pô, mó rolê lá de Osasco, aí, claro, nos perdemos geral e quando chegamos já tinha rolado MadeleineK, da nossa querida Bea e o Korovas. Perdão pela mancada pessoal, não foi por mal.
Depois, uma a uma, foi só tendo banda firmeza total. Accidents (alto pra caralhooo! Issae!), Mama Gumbo (funkêra, grovêra, jazzêra! Yeah!), Vermes do Limbo (uma das bandas mais ensaiadas que já vimos ao vivo. In-crí-vel. Ouça, já!), PAK (Roger de guita nova e tudo daquele jeito chutado cantado berrado. Baderna, baby!), Ordinarya Hit (aí é foda, uma das preferências da casa, sempre. Sempre! Sempre!), e Biggs (Todo mundo cantando e pedindo música. Coisa linda de se ver!).
Ah, nesse meio tempo teve o La Carne também. Os caras arrumaram uns equipo firmeza e o som ficou classe A! Foi meia hora e um dos shows que mais curtimos e que nos sentimos bem. Sabe quando dá liga? Claro, todo show tem sua pegada, mas esse, em especial, foi redentor. Você estar ali na quebrada, fazendo um som com um monte de amigo (que você acredita e que também acredita em você), ver a satisfação no rosto de cada um que tava dando um trampo ali, pô, isso é muito foda.
E aí depois do show ficamos circulando e revendo os amigos. Tinha nêgo de bairros distantes de SP, criançada correndo, pessoal de Mogi das Cruzes, gente ali da região, e vieram até uns novos amigos – pasme! - de Sorocaba. O INI, que vai tocar com a gente lá em Sorocaba. Vai vendo o rolê. Tâmojunto amigos!
E tinha tanto brother lá, que tava difícil falar com todo mundo.
No salão também tinha camisetas à venda, cds, cerveja e ainda dois álbuns com fotos do Lair Barci sobre todas as edições do Sinfonia e de bandas que já tocaram por lá. Muito classe. Muito classe mesmo.
Aí que o saldo do festival foi: 3 dias de teatro, dança, oficinas culturais, cinema, almoço comunitário, atividades infantis e ainda shows com 22 bandas.
Sim, incrível, né?
É. Mas os veículos de comunicação calaram. “CICCAS? Que porréessa?”
Só quem sabe disso tudo que rolou é a gente que esteve lá e o pessoal da comunidade. Mas enfim, é pra eles que todo mundo encarou essa, certo? Não foi pra crítico de arte e nem colunista aplaudir.
E a história vai dizer que a gente tá certo rapaziada.
Revolução compañeros!
Um brinde!
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Olha só, o festival passou, mas o Ciccas ainda tá lá, esperando apoio de quem puder, ok? Se você quiser dar um help lá, fala com o Sinfonia, tem as moral? Ou pelo e-mail: sinfoniadecaes@gmail.com
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