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Lá em São Bernardo do Campo, na pista de skate onde ia rolar o show, o bagulho era loco. Pra quem não conhece lá, o pico é assim: imagina uma área grande. Mas beeem grande mesmo. E nesse lugar tem pista de skate, tiroleza, escalada, pista pra bicicross, fotos gigantes de vários skatistas fudidos ali do ABC, uma lanchonete e uma área na qual rola shows. Carai, fudido. Aí que fica aquela mulecada circulando pra lá e pra cá, vendo o show, voando de bike, de skate, pô, classe A! E o evento era o lançamento da coletânea “ABC do som”, organizada pelos caras do Cidadão do Mundo. Além da gente, teve Os Maccacos, Sufrágio, Montanha e o Assoma. Atrás do palco os caras organizaram um esquema que tava rolando transmissão ao vivo pelo site deles e depois ainda tinha entrevista com as bandas. Fora que o Róbson e os amigos de lá nos presentearam com o material promocional da coletânea, um senhor livrinho com fotos, release, dados técnicos, etc, etc e que em breve vai viajar o país todo e cair em tudo que é canto, festival e casa de show. Muito foda. Enquanto ficávamos ali vendo as bandas, trombamos amigos dali e de outros rincões de sampa que apareceram por lá. E não tava cheio o pico, não. Mas também não é que tinha pouca gente, na verdade, como já dissemos, o lugar ali é gigante. E aí que fica nêgo circulando, andando nas pistas, vem, olha, sai fora, enfim, normal. Aí que nessas, dando bobeira por ali, eis que trombamos o Diogo e o Anzol, ambos dos Los Porongas. Vai vendo. Chegaram pra gente, naquela humildade “Opa, beleza?” O Assoma mandou um som de reponsa. Banda nova que foi um dos destaques no último Grito Rock que aconteceu em São Caetano. O Sufrágio, que tá na ativa há 23 anos – tem a moral? -, fez um show com uma pá de guitarras a lá rock inglês e ainda uma versão arrasadora de 100% do Sonic Youth (fu-di-do). Os Maccacos, que com um projeto deles de cover dos Beatles (Zommbeatles) já ganharam vários concursos e tocaram até no Cavern Club, mandaram uns puta riff guitar band que agradou todo mundo. E ainda teve o Montanha, que com seu hardrock de macho quase colocou as estruturas do palco pra baixo. Quando nós tocamos tava um frio da porra. O som no palco tava muito bom. E foi meia hora sem sair de cima e quando a gente tava esquentando aí acabou o tempo. Mas foi tudo muito bom. Os sons rolaram firmeza, teve gente bailando na frente do palco, uns pedidos de cds e no final deu tudo certo. Depois, pra passar o frio só mesmo umas doses de um quente. Aí ficamos com o Anzol e o Diogo e um brother deles – perdão brother, esqueci vosso nome – só nas histórias de shows, das roubadas, das cidades, do Anzol que também tava no New Model Army, das “cenas” paulistas, do rolê deles aqui pra sampa, etc, etc, etc. Enfim, rolou aquela brodagem sem-vergonha e isso ainda vai dar muita história. E como dizia o Plínio Marcos, nos vemos pelas quebradas do mundaréu, certo? Aí Passou um pulíça de moto e tudo e disse solenemente: Aí demos uma golada vira-vira-vira pra acabar e jogamos as latinhas no lixo. E foi assim. E ó, a gente agradece do fundo do coração a brodagem dos caras do Cidadão do Mundo por nos dar a honra de participar da coletânea. Tâmojunto, certo manos? E vamo que vamo. |
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