| |
|
RIBEIRÃO PRETO - SP
Alma Mater, Seamus e La Carne
Ultimamente temos encarado chuva em todas as viagens. Foi assim pra Santo Antonio do Pinhal, Sorocaba, Curitiba, Florianópolis e agora essa, pra Ribeirão Preto. Benzadeus.
Quando saímos de Óz já tava nebuloso. Aí, já na Bandeirantes, vez ou outra parava de chover, mas nisso de repente vinha uma enxurrada a lá fim do mundo em 2012 e tinha de diminuir a velocidade e ficar esperto.
Aí que das normais 3 horas de viagem levamos umas 4 e meia. Embassado pra carai. Mas toda essa canseira foi superada por diversos quizz criados pela lacarne productions pra passar o tempo, algo como nosso Roda a roda Jequiti, saca? Mas, no nosso jogo, a idéia citar músicos ou bandas que serão fuzilados ou decaptados em praça pública no dia em que chegar a Revolução Musical.
Começou com a versão nacional dos mestres da MPB. Entre os citados os mais votados foram Lulu Santos (aquela dançadinha é zuada, né?), Ivan Lins (olha, se você tiver discos dele em sua casa, corra agora mesmo. Estamos indo aí!), Emílio Santiago (no coments), João Bosco (que porra são aquelas onomatopéias?), os Padres cantores (não precisa explicar, né?), e por aí vai...
Quando chegamos em Ribeirão já era tipo 23h, algo assim. Aí, na frente no Bronze encontramos o AZ e o Daniel, eles já tinham passado o som e tavam ali esperando os meliantes das outras bandas. Os caras alugaram equipo e já tinham agilizado o palco e só tava esperando o começo dos shows. Classe pra carai! Como diz o Milton Leite: “que beleeeeeza”. Depois colou o Thiago e o Marcelo e ficamos entre um cigarrinho lá fora, umas cervejas no bar, o disco do Alma, os pães de queijo da Lú,
os shows do Alma em São Paulo, São Carlos, Sorocaba, Pinda, Mogi (ó os caras, on the road, baby!), e por aí vai.
O Bronze é um lugar daqueles que se fosse aqui em São Paulo seria mó bica a entrada. Tem dois andares, palco bacana, pista pra galera, tudo muito bem organizado. Tipo, você entra e já passa pela bilheteria, depois tem uma sala mó grandona com mesas e cadeiras e que dá pra ouvir o som tomando uma tranqüilo com a sua tetéia. Indo direto você encontra o bar, logo ao lado é a pista e a frente tem o palco. Na sua esquerda tem uma escada que vai pro andar de cima, com sofás, banheiros, mesa de sinuca. Mó espação da porra. Isso mesmo, sem miséria. O lugar é mó istáile.
E aí que o Seamus não chegava nem fodendo. Já era mais de meia noite e nada. Então, decidimos que o Alma iria tocar primeiro, depois a gente e por último o Seamus - fora que eles ainda teriam que desmontar o palco, pagar umas cerva, perder uma partida na sinuca e trazer mais bebidas enquanto estaríamos repousando no sofazinho do andar de cima. (brincadeira, viu? Mas seria da hora, né?haha)
O Alma Mater começou o show e aí quem tava circulando pelo bar colou ali pra conferir. Eles mandaram as músicas do disco Movements e mais uma novas que serão gravadas em breve. Gosto muito do som deles. Não sei, posso estar falando merda, mas tem uma melancolia misturada com uns momentos pesados, uns instrumentais de 5 minutos e quando você acha que acabou vem o som de novo surgindo, uma coisa que você ouve e fica relaxado e feliz por estar ali, uns acordes estranhos, duas guitarras que falam e ao mesmo tempo não falam entre si, e ainda tem o Marcelo e o AZ que ficam segurando na responsa a viagem do Daniel e do Tiago. Música pra quem gosta de música, saca? Em breve eles estarão em algum lugar por aí. Então, ouve os caras e fica esperto na agenda deles. Aqui, ó.
Enquanto o Alma Mater tava no palco chegaram os Seamus. Você via na cara deles que tavam entre felizes e cansados da viagem. Pois é, eles levaram umas 7 horas pra chegar. Isso mesmo, 7 horas! Trânsito em São José, tempestade na estrada, perdidos em Ribeirão, etc. Normal manos, acontece.
Depois foi a vez dos La Carne. O Marcelo deu mó ajuda classe A no lança do baixo, o Daniel e o Tiago agilizaram o ampli de guita e a mesa de som e o AZ fez um corre com a batéra. Pô, assim fica fácil, nénão? E aí que fomos lá e desempenhamos até que um bom papel. Foi um set com sons obscuros e umas músicas do Granada. Meiorínha pra conquistar ou perder a confiança de quem estava ali. E parece que nossa estratégia de fazer as pessoas beberem bastante antes do show deu certo. Todo mundo que nos abordou depois disse que o show foi “leeegal-bá-garalhú! Zóda-o-zom-de-zocêis...”. E salve os bêbados, pois deles é o reino dos céus!
Saímos do palco e fomos direto pra biríta e pro fumódromo (a rua, no caso).
Quando o Seamus começou o show deles tinha uma galera lá fora. Ouviram os acordes e deram a ultima tragada e pularam pra dentro do bar – incluso aí esse narrador que vos fala. Sabe como é, tocar alto e soar bonito é um dom, e isso esses caras de Taubaté tem de sobra. Dia desses, em nossas viagens pelo mundaréu, quando estávamos ouvindo Seamus no carro, rolou um momento legal. Tava aquela zona e de repente começa o som e fica todo mundo quieto. Depois de um tempo: “Pô, é foda, né?”. E aí que chegamos à conclusão que eles não fariam feio em nenhum lugar gringo, em nenhum desses festivais de verão na europa e em nenhuma casa de show por lá. Ó Léo Vinhas já disse que eles estão à busca do refrão perfeito. O AZ já disse que eles fazem o que sempre esperou que uma banda daqui fizesse, mas que infelizmente só tinha achado em banda gringa, e que aí o Seamus veio e faz ele mudar de idéia. O Régis diz que eles são o mais complexo barulho junto com vocais dispersos. Então é isso, quem somos nós pra desmentir. A música que eles colocaram no myspace, “A Year without breathing” é de doer de tão bacana. Bóralá, já!
Depois ficamos todos nos goró até umas 5 da manhã. Aí os caras do Alma Mater ainda tiveram a pachorra de nos brindar com um hotelzinho firmeza pra passar umas horas antes da viagem de volta. Coisa de amigo-truta-irmão, sabe como é.
Quando acordamos fomos pra esquina comer uns salgados e um suco no bar do chinês. Aí voltamos e os Seamus ainda estavam dormindo. Então deixamos uns bilhetes e um “FUCKERS!” pra eles e caímos fora pra mais 3 a 4 horas de estrada na volta. Que teve chuva, é claro.
Na volta, novo quizz. Lá pelas tantas, surge essa: “3 músicas do Ovelha!”
1 – Ou-ou-iêiêi, sem você não viverei...
2 - ....
3 - ....
Pô, 3 músicas do Ovelha? Assim não dá. Sempre tem que ter um Joselito pra zuar a parada...
E foi assim.
======================================
Ah, a gente quer agradecer a todo mundo que colou lá, aos novos amigos, aos caras do Bronze pela brodagem, e especialmene ao Seamus e ao Alma Mater por nos dar a honra do convite e de poder dividir o palco com gente tão sangue-bom.
Music forever!
FIM
|