JUKEJOINT - 12.09

Uma “quase-sexta-feira 13”.

Uma noitada excelente. Ou senão, façamos as contas:

Perto da meia-noite, tocou o apito. FABRICA DE ANIMAIS inicia o expediente.

Repertório dos cara: Nina Simone, Tom Waits...tá bom assim? Tá achando que é brincadeira? Pois no palco é isso. Coquetel de Blues-Rock-Jazz, batidos tudo junto assim, na cara.  Nossa musa Fernanda D’Umbra quase mata o povo do coração, com sua graça, gritos, sorrisos, melódias......mesmo pra quem já conhece o enorme talento dessa muié como atriz, ainda assim, é uma parada doida vê-la cantando aqueles velhos standards de Jazz e trocando altos procedês com o público...

Flavio Vajman é o encarregado dessa Indústria Vital, se revezando entre guitarra (junto ao grande Serginho Arara), gaita, e até um prosaico Acordeon...(“pronto, lá vai o Sivuca”...gritou zoando lá de trás, o dramaturgo abusado e sinuqueiro forgado, Marião Bortolotto). Improvisos de gaita de arrepiar - fora a elegância dos gentlemen Léo Costa (baixo) e Cris (batéra). Fecharam o set com um blues vagabundaço! Esse daqui  http://www.youtube.com/watch?v=uMdqINz8IC8   

Tudo isso só no começo da noite.

Depois foi o show do BIÔNICA. Uma das coisas mais legais do underground paulista. O show, como sempre, foi pura celebração. Joana, a vocalista, além de ser uma Blondie linda e gostosôna, é muito gente fina – ela fazia com o Thunder um programa de rádio no qual participamos (e quase fomos degolados, porque metemos o pau nos Beatles – só de onda...) Mas o show...uns puta riff garajão do Ramone, Marina é uma Kim Deal desbocada,  Helena me lembrou a Lou, que tocava nas Mercenárias...muito legal. Já tinha visto show delas antes, e sempre mandam muito bem (“Não quero mais te ver por uma questão estética, não que você seja feia, mas sua cara me irrita”) e até uma versão trechôna para uma música insuportável (acho que do Chris de Burgh) ...na platéia, Andy Warhol, Valerie Solanis, Tony Wilson e Pedro de Lara teciam rasgados elogios, enquanto vaiavam os jacus osasquenses que tocariam a seguir.

Mas até que os jacuzinho mandaram bem, viu? Tudo bem que auto-elogio não vale, mas a gente tocou até bem 8 músicas da safra nova – algumas não tinham nem letra, tive que inventar umas merdas na hora...Foi classe. No final, tocamos “Papa won`t Leave You, Henry”do Nick Cave , e ainda vendemos 5 Cds.  Que beleza...

E no final da madrugada, uma jam session explosiva: Fabio Brumm na guitarra, Alê Sengling no baixo, Vajman na gaita, e o nosso Sidão na batéra...Blues Power visceral, improvisos, maluquice  total - Quem ficou até aquela hora, desacreditou nos mano. Grandes Momentos do Esporte!

Uma noite perfeita. E ao lado de muitos amigos (nossa Patti Mori, Bactéria, Olavo e sua musa inspiradora, Chicão, Ale, Pierre e mais uma pá de gente firmeza.

Mas, como nada é perfeito...ficamos sabendo que, se pã,  o Jukejoint vai fechar em dezembro. Uma bosta isso. Mas até lá, esse projeto vai continuar rolando ás sextas-feiras. Quem for afim de tocar lá, manda um e-mail pro Flavio: outsider@globo.com .

Até lá, tudo pode mudar.

Tudo pode mudar.



FIM