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No balcão do bar encontramos as Maquiladoras entornando umas doses, o Zé baterista do Seamus, o Leandro Monaural e mais uma galera que foi ali pra ver os shows. Chegava gente, saíam outros, uns ficavam lá no bar comendo e bebendo e outros iam pra pista em frente ao palco sacolejar o esqueleto. Depois ainda chegou uma caravana dos Mogianos, pilotada pelo Jorge – que, no caso, é de Guaianazes. Vai vendo. Como previsto desde a concepção do festival, rolou aquela brodagem entre as bandas. Uma colocava um ampli ali, depois usava o do outro, um trazia um retorno, um pedestal, um microfone, etc, etc. Mesmo que o som do palco não tenho saído como todo mundo queria, o importante ali foi ver que todo mundo abraçou a causa e fez a coisa rolar. Cada um a seu modo fez a sua divulgação, seu corre, e no final das contas a idéia principal do mutirão do rock até que deu certo. Depois das cerva e das doses, colamos ali na pista e já tava rolando o Vollupeo. Alto pra carai e um som de responsa. Fora que os caras ainda no domingo tinham show no Tendal da Lapa à tarde. Todo mundo no corre, certo? Issae. Depois foram as Maquiladoras. Falar bem delas é fácil, vai. Ainda não vimos um show ruim das meninas. E ó que já tocamos juntos várias vezes. Sempre aquela vibe bacana. Sério, mesmo com vocal sumindo, trouxeram toda galera ali pra frente e deram o recado direitinho. E ainda depois de uns bomberinho na cabeça? Pô, aí é demais. Lição de vida total. rsss Monaural veio na seqüência. Lembro que uma vez o Wellington Dias, do Gramophone, disse o quanto eles tinham evoluído como banda. E é verdade isso. Vendo ele ali, ao vivo, você se liga que tão se tornando um dos melhores power trio de São Paulo. Tem sons e frases muito bacanas, tais como “acaba logo com isso, é uma canção de amor”, “eu vivo num mundinho de merda”, e fora o ótimo clipe da música “De nada”. Tá foda. Mais um grande show dos caras. E aí que sobrou pra gente fechar a festa. Talvez as doses, talvez a dificuldade de ouvir um ou outro, talvez, talvez, talvez... Mas a verdade é que erramos várias, atravessamos feio, não paramos quando tinha de parar, paramos quando tinha de ir, e ainda assassinamos com requintes de crueldade nossa adorada versão de uma música do Seamus. E isso não se faz com os amigos. E ó, a gente gostaria de agradecer pelo convite e pela brodagem dos velhos e dos novos amigos. Nos trombamos pelas quebradas do mundaréu, certo? Tâmojunto. E vamo que vamo. |
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