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Depois rumamos pra São José, lá pra Hocus Pocus. E rolou uma reforma fudida lá. Agora tem camarim, palco maior, bar classe A e vários ambientes. Do senhor caráleo. Cada canto tem uma coisa. Um bar, uma pista, uma sala, um estúdio. Classe! Nisso, WD40 já tava mandando sonzêra na pista. Só firmeza, claro. O cara tem pedigree, você sabe como é, né? Pegamos umas cervas, mais outros embelezantes, e demos um tempo no camarim antes do nosso show. Aí veio o Emerson e esposa dizendo que tavam fazendo faxina e ouvindo o Granada. Eu achei o máximo! Imagina que classe a cena? Varrendo o chão e balbuciando: “vê se faz o trampo direito, lava esse chão logo rapaz... “. Do carái. Também encontramos diversos amigos lá. Os Seamus, os The Vain, o Vinícius, etc, etc. Então, depois do goles, tragadas, fotos e vídeos, fomos pro abate. E foi assim: Depois teve mais discotecagem e aí veio o Elegia. Puxamos a capivara dos caras e descobrimos que o novo disco tá quase pronto, que tocaram em São Tomé e que vão tocar em São Paulo em breve. E que o disco novo tá na agulha já. Em breve tá por aí. E ó, que puta público os caras tem, viu? Coisa linda de se ver. Quando eles começaram, aglomerou de gente na fila do gargarejo e foi só pedido de música e nêgo cantando e a gente ali, acompanhando de perto esse que, conforme WD40, foi um dos melhores shows dos caras. E como é bom você poder ver um momento desse de perto, nénão? Lá pelas tantas, veio a jam-session Elegia x La Carne. E ó, nem de longe a gente achava que ia rolar tão bem quanto foi. E foi assim. Eles lá no palco, aí Linari vai e canta um The Cure com eles. Depois vai o Chicão, pula na bateria e leva outro som. Aí entra Jorge e dá suas notas dissonantes. Depois foi a vez do Carlínho subir, pegar o baixo, e mandar a intro do Handsome Devil, dos Smiths. Nisso as duas bandas já estão no palco e tudo vira uma confraternização só. De repente o Paulo do Elegia sobe e já dançando sai fazendo a responsa no vocal dos Smiths. Aí, rolamos aquele Nick Cave que tocamos toscamente. E ó, aí ficou pequeno, todo mundo berrando “Pappa wont leave you harry..”. Coisa linda de Gizúis. Depois teve Lucrecia my Reflection, do Sisters. E aí, pra mandar a caideira, Jorge puxa o riff do Ludovic “você sempre terá alguém a seus pés” e aí fudeu de vez. Ensandecido, possuído por algo que só um show de rock pode fazer, Bôi Lalli sobe e canta daquele jeito gritado como se fosse a última coisa a ser feita na vida. Pois é, a vida tem desses momentos que te salvam de um cotidiano sufocante. Foi incrível. =========================================== PS.: E menção fudidamente honrosa ao Elegia pelo ótimo show e pelos 20 anos de banda. Quem tem banda sabe como é isso. Pra ter banda tem que ter, digamos, vocação. Isso, tem de ter vocação. Não tem jeito. Porque você sabe, invariavelmente, você se fode de verde e amarelo. se mete em roubadas, passa perrêngue, encheção de saco, etc, etc. Mas se você tá contente, feliz com seu trampo, enfim, já é, nénão? E ó, a gente ainda tem muita lenha pra queimar, certo compañeros? Um brinde! FIM |
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