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Um pouco de história Guaxupé fica a umas 3 e meia, 4 horas de São Paulo. Terra dos cafezais, cidade das abelhas, dos barões e tal. – vc sabia que a novela “O Rei do Gado”, teve locações lá? E aí que de lá também tá surgindo uma galera que faz um corre pra promover as bandas com som autoral, tão fazendo festivais, festas, invasões culturais em cinemas e praças e transmitindo tudo pelas ondas do rádio e da internet. Pois é assim que estão trabalhando os caras do Beerock. E salve a independência! A história de como nos conhecemos é mó loca, vai vendo. Lá pelos idos do século passado, o Alysson nos conheceu pela internet e nos mandou emeio e comprou um cd. Mandei o dito pelo correio pra ele e desde então vira e mexe nos trombamos virtualmente. Depois de um tempo ele veio e comprou mais cds, camiseta e tal. Só que nesse meio tempo, mal sabíamos que ele já tava “evangelizando” os caras lá pela causa lacarneana. Depois disso tudo, há uns 3 anos mozomêno, o Guerrilha Gig, coletivo lá de Franca, armou uma festa em Franca e nos convidou pra participar. Foi bem na época do lançamento do Granada. E foi nessa oportunidade que os caras já tavam pilhando de levar o La Carne pra Guaxupé, que era uma cidade menor, com pouca coisa rolando, que eles queriam começar a agilizar algo, etc. Enfim, e aí nesse dia ficamos conhecendo várias das pessoas que hoje são nossos brothers e que estavam, em um show nosso, organizado pelo coletivo deles, na sua querida Guaxupé. Ó que fita...
Depois das honras da casa fomos dar um rolê ali pela área. Passamos pela praça, por umas igrejas, uma construção com uns coqueiros estupidamente gigantes, a pensão que os caras ainda tiveram a mãnha de agilizar pra gente, e por fim paramos em um bar de um brother deles. No bar foi chegando gente e fomos conhecendo mais e mais pessoas que já nos conheciam e que sabiam das nossas histórias, roubadas, que conhecem nossos amigos e tals. Aí, estávamos só nós e o Fabim e foi classe quando chegou o Fernando, o mais insano fã do Batman que já tivemos a honra de conhecer. É, ele já tava mais pra lá do que pra cá, mas ainda tava articulando umazidéia, saca? E aí ele vira pro Jorge: “WATCHMEN É UMA BOSTA! AQUELE FILHA DA PUTA MATOU O HORSHACK!” – Sim, desse jeito. Gritando, no caso. Do caralho. E aí a gente, sem querer, claro, acabou deixando o cara muito, mas muito puto e inconformado. E só depois que nos ligamos que não poderíamos falar isso pra um fã insano do Batman. Mas aí já era. E foi assim: Olhamos pra ele. Silêncio. O cara tava estarrecido. Achei que ia nos esfaquear. Depois, quando chegamos no lugar do show, já tinha os equipo, mesa de som ligada na internet, esquema com rádios da cidade, tudo pronto para ser gravado e depois fazer um Bootleg La Carne em Guaxupé (úia) . Classe pra carai. Ali ainda conhecemos o restante dos Elephas, os caras do Mr. Metal, mais gente do coletivo Beerock e tinha até nêgo do Guerrilha Gig, lá de Franca. Quem começou a festa foram os Elephas. Eles são de Lavras-MG e tem circulado bastante divulgando o trampo. Já foram destaque no programa Alto Falante, tem um clipe classe, participaram do Grito Rock Lavras, já tocaram em Sampa-Gothan-City e mais uma pá de coisa. Ou seja, são gente que faz. Fizeram um show daqueles que você olha e vê nêgo balançando a cabeça e curtindo bastante o som. O Elephas é Telêmaco Jr (Vocal), João (Guitarra), Clairton (Bateria) e Pedro (Baixo). “Hoje é um dia exato pra não ter nenhum compromisso!” Grande show manos! Quando acabaram os show ficamos só na brodagem com o povo ali. O Alysson foi escalado pra fazer um setlist pra gente, o Fabim foi escalado pra mandar umas camisas do Beerock, um lá ganhou uma gaita de presente, uma veio e mostrou o toque do celular “by lacarne” e aí já eram umas 5 da manhã quando rumamos pra pensão e apagamos as luzes. De manhã tomamos um café com pão os Elephas e ficamos ainda mais brothers dos caras. Tuto bona gente. Pegamos a estrada de volta lá pelas 10h. Sol da porra. Rango presidência na hora do almoço. Duas e pouco eu já estava em casa e contava extasiado tudo, detalhe por detalhe, nada fugia da mente, nada faltava. E ó só, a gente agradece de coração pela imensa brodagem. Vocês não prestam. “O QUE? O CORINGA PASSOU A MÃO NA BUNDA DO BATMAN? VOCÊ TEM CERTEZA DISSO? VOCÊ TEM CERTEZA DISSO? OLHA AQUI, VOCÊ-TEM-CERTEZA-DISSOOOO? NÃO É POSSÍVEL!!!” |
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