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Nas palavras da própria Bruna, que além de ser uma menina firmeza total, disse assim lá no editorial do Fuzzine#2 “...tem muita coisa boa acontecendo fora do que circula nos grandes meios de comunicação. Saia da frente da tv, vá a shows, conheça música e arte sem se prender a nomes. Leia, questione. As coisas estão acontecendo, é só procurar...”. Pra você ver o sinal dos novos tempos. Enquanto businessmans se descabelam pra tentar dar um nó na crise do mercado fonográfico, impresso, etc, etc, tem gente se mexendo e produzindo. E em todo lugar. Taí o Sinfonia de Cães em São Paulo, o GuerrilhaGig de Guaxupé, os caras de Mogi, Rock de Inverno em Curitiba, Studio Eleven em Franca, Pindamonhangaba, São José dos Campos, Sorocaba, e por aí vai. E a gente tem um orgulho e um carinho muito especial por toda essa galera. Um carinho que beira até a inveja (do bem, certo?) por ter a moral de acreditar que pode fazer a coisa acontecer, de ter a filosofia do punk rock na cabeça, enfim, de dar a cara pra bater. E o melhor, de acreditar na gente e nos chamar pra fazer parte do lance todo. Aí que lá no Cidadão do Mundo tinha exposição de fanzines (e você podia pegar o que quisesse e levar pra casa. Yeah!), entrevista com as bandas assim que acabavam os shows e transmissão ao vivo via web pela rádio do site Cidadão do Mundo. Foda, né? E apareceu todo mundo lá. Pierre, Marcelo Montenegro (que filme Marcelo, que filme!), Batata, toda a galera do Cidadão, a Bruna, amigos do Deavollo, amigos de outras bandas, gente que tá fazendo um jornal e quer uma “exclusiva” com o La Carne (ixi!), gente que veio comentar da gente na trilha sonora do Pixo, enfim, só brodagem. A festa começou com os shows de N.E.O e Immnent Chaos. Thrash, grind e hardcore. Enfim, muito peso pra quem quer peso. Muito foda. Aí foi a vez da gente. Passagem de som com trechos dos fanzines e aí foi 1, 2, 3 e vai. Disseram que o som tava legal, que tava alto e que tava rolando bem. Aí você olhava pro povo e via nêgo cantando e batendo o pé e sacolejando a cabeça e aí você acreditava que tava rolando legal, sim. A caixa do baixo teimava em andar e aí a gente dava um safanão e olhava feio e ela voltava pro lugar. A bateria caía microfone, andava pra lá, voltava, “ei, de onde é essa peça?”. Classe. Alguém deu uma bica na cerveja e foi cerveja vazando pra todo lado do palco. No fundo o cara do bar meio que atendia o povo e meio que pulava. E foi assim. Rolou bem legal pra gente. Depois veio a entrevista na rádio do Cidadão. Mandamos um salve pra classe trabalhadora, falamos dos amigos (ninguém tá sozinho, certo?) e ainda contamos uns casos e bizarrices lacarneanas. E pra fechar ainda tinha o Fábrica de Animais. Rubens K, nosso irmão curitibano e sua eterna elegância no baixo, Flavio na gaita, Arara falando alto na guita, Cristiano grooveira e Fernanda na voz. Rock’n roll, Rock’s blues, rock’n soul, como eles mesmo dizem. A versão de Heart Attack and Wine é arrasadora. Ouça eles aqui, ó. Quando acabaram os shows, quando acabaram as entrevistas e quando tava quase acabando as cervejas, nós pegamos o caminho pra Óz. E mais uma vez, queremos agradecer a brodagem dos amigos lá do Cidadão. Róbson sangue bom e companhia, vocês não prestam! Bruna Fuzzfest, não falamos que ia rolar legal o festival? Foi classe, né? Ah, e agora vê se descansa, tá? J E foi assim. E semana que vem tem Sinfonia de Cães VII. Bóralá?
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