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Na quinta, teve a festa da Rádio Cão lá no OUTS. Foi classe total. Revemos os amigos do Sinfonia, ficamos lá no bar com papos, cigarros, Bop, discussões sobre o Rap e a entrevista do Brown no Roda Viva. Quando rolaram os shows, Ordinarya Hit e o Gómez mandaram sons muito firmeza. O Ordinarya tem um troço meio Arrigo Barnabé com punk Rock, seilá, não sou bom pra definir som, mas só sei que é legal pra caralho! Guitarra, baixo, bateria, um cello e um sax. O Gómez, que recentemente fez uma viagem pra Argentina, tocou com os malucos lá, depois com eles aqui, enfim, fez o próprio rolê do rock. Ó só, perdão às outras bandas por não ter ficado lá até o final. Mas meu, já era mais de quatro da matina. Aí já viu... Pô, mas foi da hora. Festa com o Sinfonia sempre é um motivo a mais. E agora ainda tem a Rádio Cão. Os cara sabem tudo da tal guerrilha cultural urbana. Aí, lá pelas tantas, paramos pra comer-beber-fumar algo. Asterdon abre a porta do carro deles e sai zunindo um som do At The Drive In. Nos olhamos incrédulos. O que foi? Adivinha o que a gente tava ouvindo.. claro...At The Drive In. Sincronismo do Universo, saca? Ali já vimos que a vibe ia ser o bicho. Quando chegamos em Franca, Mr. AZ nos resgatou e fomos pra chácara onde “supostamente” estaria rolando um churras e onde poderíamos descansar nossos corpos fétidos e carcomidos. Sim, era verdade do churras, da chácara, do peixe na brasa, das bebidas e do som que o Carlão tava dando – ele é um mano de lá que tem uma banda e que até já fez show com a banda do AZ, mas isso é segredo, o AZ não quer que fale disso. Ah, e ainda chegou nosso parceiro mór, Mr. Welligton Gramophone Dias. Aí ficamos ali naquela brodagem sem vergonha. Mark, AZ, Sid, Newton, tavam todos eles lá. Nossos anfitriões. Um corja, isso sim. Aí tinha também os Asterdon. E vou te dizer uma coisa: a gente nunca tinha passado tanto tempo com eles e, tirando as caras de mal, são pessoas de uma simplicidade desconcertante. Viola mestre-cuca, Idéia Old School, Punkinho e Viegas foram tão brothers que precisaríamos de umas 5 páginas pra descrever esses novos grandes amigos. Voltamos pra chácara e o AZ disse pra ficarmos à pampa que depois viria pra nos levar pro lugar na hora do show. Ficamos ali a mercê das idéias do Idéia – o que, segundo o Viola, depois de uns alucinógenos, não é um bom negócio se você quiser descansar. Se é que você me entende. Haaa. Que isso, Idéia sabe de nossa vida desde o Ágata. Ta lôco. Ficamos ali conversando e teorizando sobre o rock, pop, vender, não vender, aceitar, fechar, engolir sapo, pagar pelas próprias escolhas, etc. Enfim, não chegamos a nenhuma solução, claro, mas os prezas foram legais. Chegamos lá e já haviam algumas pessoas, carros, seguranças, nome na porta, etc... coisa de primeiro mundo. Encontramos os velhos amigos lá. Sid e seu sorriso sincero que até te quebra. Newton e sua inseparável latinha. Mark e os planos pra dominar o mundo com uma idéia na cabeça e uma guitarra na mão. E AZ, que me chamava e dizia o motivo de ter começado a acreditar no rock daqui, dizia de um moleque que ficava alugando ele e cantando Jukebox e tals. Foda, né? Começamos a tocar lá pelas 1 e meia da manhã. E foi assim: “Boa noite! Nós somos o NX Zero.” E pá, lá vem Viaduto do Sol e toda saraivada de coisas novas e velhas. Gente apinhada perto do palco e gente cantando e sacolejando. Viola, eterno brother, corria e via se o som tava legal. Foram 14 músicas sem sair de cima. Do jeito que deve ser. Depois soubemos que uns que tavam ali cantando, vieram de Guaxupé pra ver a gente. Guaxupé é em Minas. Não é perto dali. Vai vendo. E aí você fica sem saber o que dizer pro maluco. Sim, é uma coisa que mexe com sua cabeça. Aquela coisa do dever cumprido, de ter orgulho da sua banda, dos caminhos tortos que você escolheu mesmo contra todo mundo, e que hoje você sabe que tava certo. Enfim... Quando acabamos, nos despedimos e apresentamos a próxima atração: “Agora, com vocês, Fresno!” Aí, antes do Asterdon, Thiago do Groselha Fuzz mandou um som na pista que fez nêgo que tava lá no fundo vir conferir qualé. E o Asterdon começa o show. E o que se viu depois foi uma catarse de gritos e murros e saudações ao Deus Rock nos acordes daqueles meliantes. Na boa, a entrega que eles proporcionam no palco é de tirar o chapéu. Você não consegue ficar indiferente aquilo tudo. Eu fiquei ali escutando. Queria ir mijar mas não podia sair dali. A coisa de emendar uma música na outra é sensacional! Vi gente absurdamente descontrolada, entrando em parafuso, como se aqueles caras ali representassem o seu mais sombrio sonho. Sim, pra quem não ta ligado, Asterdon pode até botar medo. Mas, pra quem vive o que a gente vive, quando vê aquela raiva que faz falta em muito moleque, o Asterdon, definitivamente, emociona. E eles acabaram o show aos berros e urros da platéia. Sensacional! No domingo cedo, fomos embora. AZ, nosso anfitrião, e sua doce Lú estavam lá pra nos desejar boa viagem. E, por hora, uma simples foto no Fotolog, e umas mal traçadas linhas, é o melhor que podemos fazer para retribuir a você meliante. Muito obrigado aos Asterdon e ao Studio11 por fazer isso pela gente.
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