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Nos encontramos num boteco da Augusta, ficamos esperando o Linari (que tava trampando na Fuvest) e fomos pra lá. Tomamos umas com o Jair e o Hugo, do Ludovic, e o Álvaro do Persona non Grata e a corja de Osasco formada por Chicão, Ricardinho e Jeff, do Daniel Belleza. Ficamos ali trocando idéia, até que ouvimos uns acordes. Descemos pra ver quem morreu. Eram as MAQUILADORAS. Quatro garotas e um ótimo guitar-rock. Vocalista cabiluda, guitarrista front-woman de primeira catiguria. A outra guitarrista, uma japonesinha, mandando uns solos certeiros, enxutos, mas com uma bela pegada Pixies. As belas não erraram um só acorde. Baixo, batéra, tudo em perfeita harmonia. Aliás, o que mais achamos legal foi isso: a presença das minas no palco. Tocavam, zuavam junto com a pequena platéia imprópria, se entreolhavam durante as músicas...estavam muito à vontade. Fair-play total. Músicas próprias muito boas. Freedom, girls! IAN é um power-trio a la Husker-Du. Um som bem interessante, proto-Heavy, solos rápidos, uns refrões fortes e tal. Só pareciam um pouco tensos – menos o baixista-vocalista, que apavorou: se entregou às canções com fúria, bebedeira e paixão. Citou influências, despencou no palco, levantou, massacrou o baixo, e cantou com muito feeling. Mandou muito bem, rock`n`roll! Talvez um segundo guitarrista deixaria os outros dois menos tensos, mais à vontade. Ou uns goles, sei lá... Mas isso é com os caras, não temos nada a ver com isso..."Acreditem no álcool, camaradas!" (Lênin Killmister) Quando nós subimos pra tocar, havia exatamente oito pessoas na platéia. As outras bandas foram embora. Sabe como é, domingão, noite chegando.. ninguém é de ferro. (“La Carne? Eu lá quero ver essa merda??”rs) Mas é oito ou oitenta, cunóis é assim, sempre foi... O som tava sofrível, mas pra nós foi celebração. Podem nos chamar de polianas, foda-se! Mas estávamos com nossos amigos, domingo á noite, em pleno centrão... E além disso, foi a estréia do CHICÃO REINIKOVA na bateria . (sim, o Sidão saiu da banda...falou que ia ali, comprar cigarro, e nunca mais voltou...mas continua morando em nossos podres corações). Chicão tava meio tenso, mas mandou bem nos tambor. Nos divertimos. Somos contracorrente, desde sempre, baby. E outra coisa muito legal: entre os 8 espectadores, tinha um que valia por mil: Um mano lá de Salvador, Bahia, que disse acompanhar nosso trampo há algum tempo, que tava de bobeira em Sampa, e ficou sabendo do show...Nos presenteou com um CD com suas composições e disse ter gostado muito das músicas novas...Não teve cachê, mas ganhamos a noite. Cunóis é assim... A única coisa que estragou foi a ausência dos DIÓXIDOS, a banda do nosso chapa Fernando. Nós aceitamos tocar lá sem cachê (e nem uma salada sequer!!) , em grande parte, por causa deles. Mas tiveram um problema lá e não rolou. Pena, estávamos ansiosos pra ver ao vivo as músicas que eles gravaram no seu ótimo CD de estréia. (Linari até fez backing na faixa “Senhores Feudais”) . Uma pena. Mas na próxima vai rolar. Domingo que vem, tocaremos no Dezembro Independente, um festival lá em Mogi das Crushes. Um monte de bandas fudidas. Começa cedo, umas 3 ou 4 da tarde, e vai até as tantas. Baladinha da hora! Vamos encher o caneco, subir no palco e fazer um barulho da porra... Vich... Jaé. |
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