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CURITIBA - PR (Espaço 92 graus)
"Integrantes da banda de punk rock brasileira Leptospirose se envolveram em um grave acidente nesta quarta (24) na região de Dresden, na Alemanha. O grupo viajava de carro em direção à República Tcheca quando se chocou com um caminhão. Todos sobreviveram, mas a turnê foi cancelada, informou a banda em seu blog no MySpace. Ainda de acordo com o comunicado da banda, cinco das pessoas que participam da turnê com o grupo deverão retornar ao Brasil neste sábado (27). Outros dois continuariam hospitalizados e só voltariam na próxima semana. “Muitos de nós estão tendo problemas financeiros agora, mas estamos vivos", escreveu um dos músicos da banda, formada na cidade de Bragança Paulista, interior de São Paulo. A turnê européia da Leptospirose, que deveria se estender até a primeira quinzena de novembro, foi cancelada.
Notícia de 26/10/2007 – extraída de http://www.abemusica.com.br/noticias/ultimas.asp?id=2379
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CURITIBA
Jamais teremos esse problema como o Leptospirose. Isso porque temos como piloto do automóvel carro-Mamute do Chicão o guitar-preyer Jorge Jordão, intrépido ás-no-volante... Deitando o cabelo pela BR, fumos rumo ao sul! Tocar com quem? Com o Popstar Acid Killers (SP), Folhetim Urbano (Ctba), Gruvox (Ctba), Chilindrina´s Bullying (Floripa) e os Apicultores Clandestinos (Rio do sul- SC)
Sem chance de dar errado.
Durante as seis horas de viagem até Curitiba, fomos ouvindo vários sons baixados no mp3 do Dj. Chicão, e aproveitamos a oportunidade para fazer a “reunião da banda”, onde estabelecemos metas, traçamos novas estratégias, focando nossos objetivos roqueiros otimizando as chances de sucesso, e outras idéias igualmente úteis. (?!). Agora vai! Sem chance de dar errado.
Passamos na casa do Carlo Zubek, do F.U. (“cadê lombada eletrônica, Carlão?”) e depois do Marcelo Batera, que fez um churras responsa pra nós. Ainda de quebra, nos apresentou aquele que é (depois da Paulinha, claro!) o seu maior tesouro: um velho violão gianninni, modelão setentôzo, usado por Marcos Prado e por Paulo Leminski para comporem algumas das maiores pérolas da música e da poesia curitibanas. Dá arrepios, tio! Eletricidade. Estava lá também o Clóvis, que trabalhou com o Mario Bortolotto em teatros de Londrina e prometeu dar uma esticada em Sampa qualquer dia pra ver um show do dramaturgo bebum e sua banda/gangue de blues e rock, a Saco de Ratos.
Apareceu por lá também nosso amigo Eduzinho, que é daqui de Osasco, e que nos propôs gravar um clipe com umas imagens dali, de outros lugares, etc, etc. Pô, in Eduzinho we trust! Bóra!
Mais ou menos pelas 19h chegamos no lendário pub 92 graus, no centro de Curitiba. Quando tocamos ali, lá pelos idos de 2004, o 92 ficava em outro lugar. Por lá já passaram um zilhão de bandas, Second Come, July et Joe, Cores de Flores, etc, etc. Jotaérre, piloto do 92, foi brother total, arrumou palco e tratou a todos nós muito bem.
Quando começou a festa. Ivan Santos - compositor das bandas OAEOZ e Hotel Avenida (sua nova banda com o intrépido Giancarlo Ruffato) - assumiu as pickups. Desculpe o devaneio, o Dj Ivan Santos atacou um set-list intrigante: Sonic Junior, Black Future, Íris, Black Mountain, Black Planet, etc, etc... Black World.
Aí que a Adri, nossa irmãzinha de lá, fez uma entrevista com o Linari e até saiu no jornal e no blog dos caras. Leia aqui. Thanks Adri!
E vou te dizer, nós estávamos tensos. Isso p porque o PAK ainda não havia chegado. Para diminuir a tensão, muito goró. Agora vai! Zen-janze-de-dar-errqdo.
Gruvox abriu a noite. Flavio Jacobsen (gt/vc) botou seu bloco na rua, desfilando poetry esperta do ótimo CD “Tudo o Que Se Pode a Zero Grau”, além de alguns hits antigos como “Prato Quente Na Mesa”. Os outros malucões da banda esbanjaram técnica e entusiasmo, enquanto Rodrigo - que já tocou no Cores D Flores – pilotava no mó groove a bateria.
Depois veio o Folhetim Urbano. Tocaram um set baseado nas canções do novo CD “D´Aurora Tormenta”. Foi o melhor show que vimos dos caras. Teve aquele aqui no OUTS, que também foi firmeza, mas esse teve um lance especial. Sei lá, talvez por eles estarem tocando na terra deles, com uma pá de amigo junto, o som bom, enfim, só sei que a vibe tava bacana. E deu tudo certo. Tem umas músicas que até já estamos fazendo umas versões lacarneanas. Yeah! Ouça os caras aqui.
Na sequência veio o PAK. E ó, foda tocar depois deles, viu? Quem já os conhece tá ligado. Avalanche, atropelo, balbúrdia, catarse-sonora-blues-hardcore. Claro que isso depende do seu ponto de vista. Do nosso, e ainda sob o efeito de umas doses de etanol, o show foi gritado, surrado, algo meio apoteótico, por assim dizer. Eles tavam super animados e não deixaram baixar o pique do show em nenhum momento. E agora ainda tem som novo com o Roger tocando gaita. Vai vendo.
Aí foi a nossa vez.
Fazia uns 4 anos que tínhamos tocado ali. Sério, estávamos anciosos, nervosos e doidos pra começar logo. Aí que tocamos basicamente as musicas do Granada. Aí o ampli do baixo apagou. Amigos correram e fuçaram e ele voltou. Depois continuamos e umas 3 musicas depois apagou de novo. Corre e puxa o fio e liga. Voltou! Quando acabamos, rolou umas musicas a mais e aí ele apagou de novo. Aí Roger-anjo-da-guarda subiu e tirou o cabo e arrumou outro e deu tudo certo. Sob protestos conseguimos desligar os amplis e enfim descer pra tomar mais algumas. Pô, ninguém é de ferro, nénão?
Na hora de repousar os esqueletos, os lacarnes foram pra casa do Carlão/Pati e os PAK foram pra casa do Marcelo/Paulinha. Combinamos de nos encontrar após o sono dos justos e seguir rumo à Floripa. Pela manhã, após um café na padóca, quando chegamos na casa do Marcelo descobrimos que o povo tava dormindo e que a noite tinha sido longa e que rolou uma brodagem sem vergonha ali com Marcelo e Paulinha e PAK.
Agora era Santa Catarina. E foi assim, ó:
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