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CEU BUTANTÃ
E foi bacana o primeiro show de 2010.
O esquema foi assim: Lá no CEU Butantã, palcão firmeza, luzes piscantes, teatro esquema cadeirinhas e taL, camarim, vaga no estacionamento, etc. Tinha também uma pista de skate e até piscina atrás do teatro - mas a gente nem podia dar uns tchibum. - Pô, onde já se viu, puta calor da porra e nem deixar as bandas dar uns mergulho.. vai vendo.. isso não se faz.
Aí que lá no teatro teve o SubTotal, o Manda Chuva, La Carne, Água Pesada e os Insones.
Pô, o CEU é naqueles esquemas de lance da prefeitura. Espaço gigantesco, área de recreação, teatro, escola, oficina cultural, pista de skate, etc, etc. Só que não tinha – eu pelo menos não vi - um flyer ou cartaz sequer de que no dia tal e hora tal ia rolar uns shows, na faixa, ali no teatro. Trombei vários moleques que vinham da pista de skate e disseram que nem sabiam que tava rolando som ali no teatro. Mas tá limpo, sussa na montanha russa.
O Subtotal e o Manda Chuva são brothers aqui de Osasco. Sempre nos trombamos no estúdio do Chicão e já fazia mó cara que estávamos pra armar algo juntos. Aí calhou de rolar pra todo mundo e aí não teve erro. E aí a gente carregou o Água Pesada junto na trêta.
O Manda Chuva e o Subtotal estão a mó cara na estrada. O Manda Chuva vem lá de 1996, tocando em botecos, festivais e palcos aqui da área. Canções em português, banda entrosada e som de responsa. Firmeza o trampo dos caras. O Subtotal – a banda que nunca passou a régua e fechou a conta, conforme eles mesmo dizem – também tão na lida a uma cara. No som dos caras tem poema musicado, parcerias, etc e tal. Competência é com eles mesmos.
Depois foi a gente. Puxamos os amplis, invertemos umas coisas, rabiscamos um setlist e já tava tudo pronto. Tinha uma pá de amigos aqui de Óz, o Sandro da revista Etcétera, Eduzinho brother lá de Curitiba, e mais um monte de truta. E rolou até uns sons que não tocávamos a muito tempo, tipo Bom dia Barbárie e Por onde anda você. Mas tudo deu certo. Foi classe.
Aí veio o Água Pesada com seu stoner-rock-power-trio-a-fude. Fabão viajando nos graves e o Ricardo gritando mais até que a guitarra. E ainda tem baterista novo na banda, que representou bem viu? Deu até uma de magáiver lá quando voou uma baqueta. Sacou outra rapidão e ninguém nem se ligou no lance. Quando tocaram “Furo no olho” - das preferidas aqui da casa – aí ficou bunito. O cara da luz - não sei se combinado, ou se baixou um espírito sangue-bom - ficou fazendo um lance de apaga e acende que ficou fudido. Firmeza total.
Aí caímos pra fora e ficamos ali circulando pelo CEU. Uns foram bater um rango, outros voltaram pras suas famílias e outros até foram dar um trampo. Mas todo mundo feliz e satisfeito por estar no rolê com os amigos. E é assim que é pra ser, certo?
A gente agradece muito pela brodagem dos caras, pelo convite e tomara que possamos armar outra festa em breve, beleza?
Valeu trutas!
FIM
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