Lumiere Festival
(Clube Belfiore – 17.07.10)

O CB é istálie, né? Dizae...

E quando a Andréa nos convidou e disse que ia ser um Lumiere Festival, com Maquiladora, Jane Dope, Milocovik, exposição de fotos do Stefano, Kbça e da Carol, e tudo sob a alcunha do coletivo Bequadro Mostarda, aí não teve jeito, a gente tava dentro fácil!

Quando chegamos lá, por volta das 17h, prontos pra passagem de som, claro que tava tudo fechado. Básico. Depois de um tempo chega o comboio com os Milocovik, Jane Dope e Maquiladora. Praticamente tudo junto. Aí apareceram também os expositores-retratistas e diversos amigos que sempre colam no rolê.

Nisso abrem-se as portas, adentramos, encostamos os instrumentos e ficamos ali sacando a decoração, luzes, palco, som, bebidas e a cabeça de porco pendurada no bar (você se ligou que ele tava sorrindo? Ixi...)
 
Depois do Jane Dope a gente também passou o som. Duas músicas que já deram pra se ligar que o lance tava classe e que ali não tinha erro. Com uma mesa se som cabulosa e um mano que pilotava ainda sendo firmeza total, aí não tem erro.

Depois saímos pra umas Brahma com amendoim ali no bar da esquina. Aí foi chegando gente, entre eles a Duda-física-da-Usp, a Paty Mori e a Thaís Maquiladora, que tá indo embora do Brasil porque o Tio Sam está querendo conhecer a nossa guitarrada. (puts, péssimo o trocadilho, né?)

Toca voltar pro CB porque a primeira banda era a Jane Dope e nós não queríamos chegar lá muito bêbados e dar vexame. Chega lá, espera na fila pra entrar, leva uma geral básica e cai pra dentro. O Gabz, lá em cima nas pickups, meio que recebendo seus discípulos, nos brindava com um set a lá Slipknot, Dinossaur Jr outras coisas. Bela recepção, seo Gabz!
 
Aí, do nada, surge um som meio space. O barato zunia e entrava nos tímpanos fazendo “uéhum-uéhum-uéhum” e você ficava ali se sentindo o cara do Laranja Mecânica sendo usado no experimento anti impulsos destrutivos. Nisso, incrédulos, nos ligamos que a porra do barulho era o felá do Régis fazendo experimentos com o celular e colocando o dito cujo nas cordas da guitarra e tuchando um pedalzão de efeito. Então, quando o barato tava ficando insano e você já começava a querer esmurrar a pessoa do seu lado, a banda começa o seu show. Eles abriram com Homeless Duck, que tá no primeiro EP que você pode ouvir aqui, e aí foi só festa. A Andréa tava de voz zuada mas nem ligava e mandava uns berro classe. A Nanda e sua elegância ficava ali no meio enquanto Régis e Eder faziam um duelo pra ver qual guitarra falava mais alto. Tava bonito de se ver. Tinha música que a Nanda sorria pro Régis, outras que o Réjão rodopiava, outra que o Eder sacodia o braço na Telecaster e no fundo a Andréa segurava a onda dos meliantes ali da frente. Reza a lenda que em breve tem disco novo. Mas é segredo. Morre aqui, beleza? J

Depois disso era a nossa vez. Subimos pro camarim e fomos pegar nossos apetrechos e tomar uns goles. Quando fomos pro palco armar as coisas, o Gabz teve a mãnha de soltar um Ludovic e uma P.J. Harvey pra esquentar a coisa toda. Classe! Aí fomos lá e mandamos um setlist curto mas de respônsa. No “Decida” o Zé foi lá e mandou um backing vocal. Em “Vergonha na cara” quem tava nos gritos em cima do palco era o Régis. Aí aproveitamos a chance de estar em um lugar cabulozo e até pedimos descaradamente para tirarem umas fotos da classe trabalhadora. Yeah!

Na seqüência veio a Maquiladora. O Henrique tava de contrabaixo novo, o meliante. E também era o último show da Thaís, que tá indo pros istates. E todos eles parece que tavam meio que dizendo “ó Thaís, vai lá, detona os gringo, mas volta logo, blz?”. Porque fizeram mais um show fuderoso e de responsa. Mandaram ver uma senhora de uma despedida classe A! No final ainda teve pedidos de bis e gritos ensandecidos pró-Maquila. Classe!  

Quem fechou a festa foi o Milocovik. Nisso juntou uma galera ali no gagarejo e ficou todo mundo dançando ao som dos grooves, dance e a festa total que eles mandam no palco. Os cara tem clipe, vídeo na TV Trama  e são tudo boa gente. Ouça e veja eles aqui, ó.

E o Lumiere no CB foi assim. Shows, exposição de fotos, arrecadação de alimento, gorós, risos, festa e tudo nos conformes até literalmente às 23h30.

Conversas à boca pequena diziam que se marcar o próximo Lumiere no CB vai rolar madrugada adentro. E ó, já sei que vai ser classe. Nénão?

Então é isso, félas. Mais uma vez, de coração, a classe trabalhadora agradece pelo convite. E sim, vocês não prestam!

Um brinde com bafo de ethanol.

FUCKERS!