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E aí que foi daquele jeito, aquela brodagem desde quando paramos o carro. Um ajudando a carregar ampli, outro com case, outro perguntando se tínhamos trazido cds, camisetas e tals. Vai vendo. Depois ficamos ali circulando e trombando os velhos e novos amigos. Ouvindo as histórias de um show em Taubaté que rolou um W.O., os ex-isso e ex-aquilo que vêm querendo se impor na base da carteirada, a última criação etílica de Taubaté - o drink “sangue de cobra”, as ultimas da apresentação do Suplicy lá no Festival da Montanha, e por aí vai... O Elmo, nosso anfitrião-sangue-bom já veio escalando pra pegar os cds e as camisetas e armar uma barraquinha ali no canto. O Flegma que mais uma vez não trouxe o trompete (na próxima haverá retaliações, hein brother? Haha). O Fernando Bôi Lalli e o Régis e o Pacheco - todos já em estado avançado nas doses de ethanol. As Maquiladoras, os Netos da Revolução, o Accidentes, o Vício Primavera, o Elvis e tantos outros amigos e bandas ali. Classe A! Lá pelas tantas, enquanto a gente tava dividido entre umas doses de cerva, um ou dois uísque e um cigarro ou charuto lá fora (sair pra fumar, que merda isso! que merda isso!), Seo Linari foi lá e representou a classe trabalhadora de Óz na sinuca. Representou brilhantemente, no caso. Depois veio o Incivis e começou o seu show. Eles são ali de Mogi e tão na labuta há uma cara já. E estão com essa última formação há uns dois anos e sempre no corre. Issaê. Mandaram um som de responsa, uns groves e uns riffs classe e foi tudo certo. Depois até rolamos uma idéia com o Marcelo, vocal dos caras, e ficamos de nos trombar pelas quebradas do mundaréu. Issâe parceiro! Aí pegamos umas cerva lá com o Elmo, subimos e começamos a armar nosso som. Nisso foi colando gente ali na pista e fomos passando o som daquele jeito, tá alto o baixo? Tá bom. Tá alta a guitarra? Tá bom. Dá pra ouvir aí a voz? Então tá bom. Bóra que agora é pra valer. Não que sejamos contra passagem de som, longe disso. Mas é que tem passagem de som e passagem de som. Você tem que se ligar na vibe, se tá rolando legal, manda ver. No stress. Na primeira e segunda músicas o ampli da guitarra apagou, pegou, depois apagou de novo. Aí, enquanto Jorge tava dando uns solavancos no coitado, pra não ficar aquele silêncio sepulcral, a gente emendou um Lucrecia my Reflection. Sabe como é, né? Parece que a Sisters deu sorte e aí o ampli voltou e tudo foi na boa até o final. E como a gig é diferente no Campus VI, né? Por exemplo, que nos lembremos, nunca teve uma roubada sequer ali com a gente. E olha que já estivemos ali várias vezes, viu? Claro, um show mais cheio, outro mais vazio, mas isso é normal, a gente tá aí pra isso, certo? Mas esse de sábado foi foda. Olha só, lidar com vaidade é uma merda, mas não tem como não achar do caralho você estar ali tocando seu som e as pessoas esmurrando o ar e gritando teus versos. Em música nova, em música velha, em música que saiu errado, etc. Pra nossa imensa sorte (e isso a gente vai carregar pra toda história lacarneana), nossos amigos são pessoas que gostam muito de nós. São pessoas que mostram nosso som pra outras pessoas - que podem gostar ou não, normal, né? São algo assim como nossos militantes. E isso pra gente é fantástico. E a gente diz isso aqui porque esse é o nosso espaço. Sem medo de soar pagação de pau. Nossos amigos sempre vêem aqui e por isso todos devem saber o quanto que essa brodagem é importante pra nós. Claro, nossos detratores também vêem aqui. Sabemos que sim. Vêem aqui e depois nos escalam do tipo: “ah, os cara só falam bem de todo mundo. As bandas sempre são boas, os lugares sempre estão ótimos. Os caras tocam com som ruim e acham do caralho. Toca pra um pingo de gente e acham do caralho. Tocam de graça e acham do caralho. Que porrééssa? Onde já se viu?”. Então, pra vc ver, quem nos conhece sabe que nossa vibe é outra. Isso aqui não é nenhum tipo de competição, não tem nenhuma premiação pra quem é "mais legal", e quanto surge algo do tipo já damos área rapidinho. - Pô, e quer algo mais deprê do que “Prêmio de Música?” Aí não dá. Mas a gente fala bem dos amigos sim. A gente faz questão de ver as bandas que tocam com a gente, faz questão de trocar uma idéia, porque é assim que a coisa deve funcionar, certo? Nos incomoda chegar no show na hora de tocar. O show é legal, mas o legal é a idéia ali com os amigos, conhecer gente nova, falar merda, dar risada, etc. Enfim, mas o show no Campus VI foi do caralho. Sem chance de errar, se não o melhor, foi um dos melhores shows que já fizemos ali na cidade. Teve gente dando murro no palco, pogando, pedindo música, cantando começo da música sem a música ter nem começado, vai vendo. E foi o show todo assim. Nossos amigos, definitivamente, não prestam. Depois o Elmo contou que tá com uma idéias pro Campus VI e a gente contou umas que até rolaram legal aqui em Óz. Aí um bando ainda foi pra casa deles tomar mais uns tragos e caçoar da má sorte. E foi assim. É baderna, baby! |
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